
Estima-se que cerca de 40% dos portugueses sofram de dor crónica.
A dor crónica é geralmente definida como uma dor persistente ou recorrente que dura pelo menos 3-6 meses.
Ao contrário da dor aguda, a dor crónica não deve ser encarada como um sintoma, mas sim como uma doença crónica à semelhança da hipertensão ou diabetes.
Para além do sofrimento que causa individualmente, tem repercussões na saúde física e mental do mesmo, mas também impacto na família, sociedade, trabalho e economia (estima-se gastos em Portugal de cerca 4.610 milhões de euros).
A dor crónica afecta a qualidade de vida, passa a ser o centro de todas as vivências, limitando decisões e comportamentos. Está muitas vezes associada a fadiga, anorexia, alterações do sono, obstipação, náuseas, dificuldade de concentração, entre outros, tais como diminuição das defesas do organismo e aumento da susceptibilidade às infecções.
O impacto emocional é de tal ordem que pode mesmo levar ao suicídio. A nível do sistema cardiovascular pode aumentar o risco de eventos.
Ninguém deve sofrer com uma condição sobre a qual é possível intervir.